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MUDA TAMANHO DO TEXTO: 03/07/2009 09:15:53
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Morte por gripe A preocupa área de fronteira

Primeira morte no Paraguai foi confirmada na quarta-feira. Uso de máscaras se torna mais comum
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Pessoas andam com máscaras pelas ruas: Paraguai tem 101 casos confirmados até o momento

Foz do Iguaçu e Curitiba - A primeira morte causada no Paraguai pelo vírus A (H1N1), o vírus da gripe suína, aumentou a preocupação dos brasileiros que vivem na fronteira ou viajam ao país vizinho. No comércio de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, novas medidas de segurança passaram a ser adotadas. Nesta quinta-feira (2), era possível ver gente de máscaras caminhando pelas ruas.

A primeira morte no país foi confirmada na quarta-feira pelo Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai. Até agora, o país tem 101 casos confirmados e outros 200 suspeitos.

O comerciante paulista Edson Silva viaja a cada 15 dias para fazer compras no Paraguai. Nesta quinta-feira, pela primeira vez, decidiu usar máscara. “Em São Paulo não tenho essa preocupação”, disse. “Na aduana brasileira recomendaram que o melhor seria prevenir, principalmente por causa da primeira morte pela doença. A aglomeração é grande.”

Nas lojas, alguns vendedores também decidiram se proteger. “São muitos clientes que atendemos, e de vários lugares. Melhor não arriscar”, afirmou Daici Zarate. “Os oito vendedores e empacotadores resolvemos trabalhar de máscara hoje (quinta-feira).”

A grande circulação de pessoas e de cargas entre as duas cidades torna a região bastante vulnerável a surtos de doença como a gripe suína, de fácil transmissão, apesar das barreiras sanitárias instaladas e dos cuidados específicos adotados. Em Ciudad del Este são três os casos confirmados da gripe A, mesmo número de Foz do Iguaçu. O terceiro caso positivo do lado brasileiro da fronteira foi anunciado nesta quinta-feira. O paciente é um motorista do Rio Grande do Sul que passou pela Estação Aduaneira Interior na semana passada, com fortes sintomas, vindo da Argentina. Examinado, preferiu seguir viagem até São Paulo. Como o atendimento e a coleta do material para o diagnóstico aconteceu em Foz, o caso é contabilizado pela Regional de Saúde local.

Preocupação
Segundo o secretário Saúde do Paraná, Gilberto Martin, quando acontece uma morte, a população fica mais preocupada. Martin afirmou isso na última quarta-feira, quando se reuniu com a imprensa, e citou a morte do caminhoneiro do Rio Grande do Sul que esteve na Argentina por sete dias. “O fato do Rio Grande do Sul ligou mais as pessoas”, afirmou Martin.

O Paraná tem 26 casos. Três foram anunciados nesta quinta-feira. Com o número crescente de casos, o governo estadual chegou a pedir ao ministério para que o Laboratório Central do Estado (Lacen), na região metropolitana de Curitiba, fosse autorizado a fazer os exames laboratoriais da nova gripe. Atualmente o estado envia os exames para a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem que mais três laboratórios (Lacens) serão autorizados a realizar o exame, mas não anunciou quais.

Novos casos
Uma das novas confirmações do estado é de uma mulher da região de Cascavel, que veio da Argentina no dia 19 de junho e apresentou os primeiros sintomas no dia seguinte. Os outros dois casos pertencem à regional de saúde de Curitiba: uma mulher que contraiu o vírus na Argentina e um homem que teve contato com estrangeiros. Segundo a secretaria, os três passam bem.

Mais 44 novos casos foram confirmados ontem no país, que passa a ter 737 confirmações. Segundo o ministério, a quase totalidade desses pacientes já recebeu alta ou está em processo de recuperação. O mundo tem 79.844 casos e 336 mortes. A taxa de letalidade da nova gripe está em 0,42%.

De: Gazeta Do Povo On-Line (http://canais.ondarpc.com.br/noticias/)